Infância Açucarada

Atualizado: 23 de Out de 2019

Confira este ótimo artigo escrito pela nutricionista do Instituto do Aparelho Digestivo, Mariana Corradi.

Dra. Mariana Conrradi - Nutricionista IAD

A diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças e adolescentes estão aumentando em todo o mundo”, segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes.


Temida como uma das cinco maiores causas de morte no planeta, atualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.

Uma pesquisa de novembro de 2013 divulgada pelo Ministério da Saúde apontou que o total de pessoas diabéticas cresceu 40% entre 2006 e 2012. A fatia da população que se declarara diabética passou de 5,3% para 7,4% no período e, 75% dos brasileiros que têm a doença estão acima do peso.


Estima-se que, em média, cerca de 78 mil crianças de até 15 anos desenvolvam a doença todo ano e cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave, segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes.


Tomar conhecimento dessa ascensão é fundamental tanto para os profissionais de saúde como principalmente para os pais. O primeiro passo é ficar atento aos sinais e sintomas que a criança e o adolescente desenvolvem. Sentir muita sede, ir várias vezes ao banheiro para urinar, manchas marrons pelo corpo e principalmente, o sobrepeso. Os pais tem o costume de ignorar esse fato e acreditarem que a criança vai “espichar” e perder peso. Cuidado. As crianças e os jovens estão cada vez mais sedentários e com uma alimentação desequilibrada, com uma imensa variedade de itens industrializados, gordurosos e de pior qualidade.


De uma maneira simples, a diabetes é uma doença que aumenta a quantidade de açúcar no sangue, o que afeta todos os órgãos do nosso corpo de maneira geral. Os alimentos que comemos são transformados em açúcar pelo nosso organismo. A insulina ajuda no transporte do açúcar do sangue para as células do corpo, onde será usado como energia. Quando aparece a diabetes, o corpo não produz insulina ou não produz o suficiente, ou ainda a insulina produzida não funciona adequadamente.

Tipos da doença:

Diabetes Tipo 1 ou diabetes mellitus insulinodependente: ocorre com maior frequência em jovens. É necessário tomar insulina através de injeção para suprir a falta ou a produção insuficiente do corpo.


Diabetes Tipo 2 ou diabetes não insulinodependente: nesse caso, o corpo produz insulina, mas ela não funciona de maneira correta. Atinge com maior frequência os adultos, histórico de diabetes na família, excesso de peso, traumas psicológicos, estresse, infecções graves, hiper ou hipotireoidismo, gravidez e principalmente, maus hábitos alimentares. Deve ser controlado com alimentação e exercício físicos, controlando o peso e, em alguns casos, medicamentos, sejam eles comprimidos ou insulina.


Alguns alimentos são hoje destaque para os pacientes com diabetes, e merecem estar presente no cardápio dos pequenos e de toda a família. Os peixes ricos em ômega 3 (salmão, sardinha, atum, arenque), a cebola, os alimentos ricos em cromo (brócolis, espinafre, ovo, grãos integrais), os alimentos ricos em vitamina B6 (gérmen de trigo, banana menos madura, nozes, pimentão, repolho e couve) são importante na regulação do açúcar no sangue. O feijão não pode faltar, pois as fibras solúveis presentes nele ajudam a reduzir a glicose no sangue, assim como o triglicerídeo e o colesterol. As verduras e frutas em geral, que são ricas em antioxidantes e vitaminas, protegem as artérias e consequentemente, o coração.


O acompanhamento nutricional é parte fundamental no cuidado da diabetes e, embora seja um aspecto essencial para o sucesso do tratamento, representa um grande desafio, principalmente porque deve envolver mudanças nos hábitos alimentares de toda família.


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